Romance Erótico

Romance Erótico

Depois dos cinquenta tons de cinza, que conquistou os corações femininos em todo o mundo, é hora hora de você se render aos encantos de outras histórias que também estão recheadas de sadomasoquismo, conquista, paixão, amor, luxúria, sacanagem e, claro, sexo dos bons! Saiba mais sobre Romance Erótico

 

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Crítica sobre o livro "Cinquenta tons de cinza"

Por Mariana Black

O livro é chato. Simples assim: chato!

Eu sei que elas estão encantadas pelo protagonista. Mas também, quem não ficaria? Ele é rico - podre de rico – lindo de morrer, atlético, tem um sorriso perfeito – meu ponto fraco – e ainda esconde um monte de mistérios que atiça a curiosidade da pobre virgem solitária. Sim, é justamente aí que mora o perigo. Que a mulherada saia louca atrás do livro para saber as peripécias sexuais impostas por Christian, o galã protagonista, tudo bem... Mas será que não estamos numa postura menininha demais, nos identificando justamente com a frágil e insegura – insegura!!! – Anastasia, que nunca sentiu o toque masculino lá nas partes baixas?

E fica ainda pior: Anastasia é a donzela cobiçada por todos os homens do livro. Vamos combinar: alguém já viu os homens caírem babando em cima de quem é desajeitada, insegura, e parece não ter uma beleza tão estonteante assim? Nem na época do colégio me lembro de ter realmente presenciado isso! Os homens querem ser desafiados.

Mas E. L. James, a autora esperta de “Cinquenta tons de cinza”, constrói uma personagem a la princesas da Disney. Ela precisa ser salva de sua virgindade vergonhosa para quem está prestes a sair da faculdade (isso sim deve ser raridade: passar pela faculdade imune às tentações sexuais), e seguindo esse raciocínio, a autora faz parecer que Anastasia não estava nem aí para o Sr. Grey, seu futuro mestre sexual. A ingenuidade pode levar a crer que a mocinha da história estava mesmo acuada, sem saber o que fazer, e por isso conquistou o desejo do magnata. Mentira! Anastasia é igual à Kate, sua melhor amiga: sabe paquerar, joga charme sem o menor pudor, e mostra que quer sim transar com o Sr. Ricaço. Ou alguém aceita um convite para um jantar “romântico” sem estar pensando que a noite vai acabar em sexo? O código está ali: vinho. Se o homem te chama para tomar um vinho, é tiro certo: o jantar vai acabar na cama. E ainda bem que isso sempre aconteça!

Livro Cinquenta Tonde de Cinza

Bom, não posso ficar aqui desvendando toda a história do livro que já arrebatou milhares de leitoras em todo o mundo. Se você está procurando literatura das boas, com um enredo amarrado e artimanhas literárias interessantes, esqueça! “Cinquenta tons de cinza” poderia ter sido escrito por qualquer pessoa. Bastaria juntar os velhos clichês do príncipe encantado e da menina indefesa, colocar uma pitada de erotismo depois de estudar bem o mundo BDSM, entender que as mulheres estão querendo chegar ao orgasmo - mas muitas vezes não sabem como – e fazer com que sua protagonista simplesmente passe todas as páginas do seu livro encontrando o clímax do prazer.

Pensando bem, acho que foi por isso que as mulheres ficaram enlouquecidas com o roteiro desenhado por E L James. Quem dera passar a vida tendo relações amorosas e sexuais com homens que sabem o que estão fazendo. Quem dera não desperdiçar uma única noite de sono com alguém monótono e sem criatividade, que não consegue sequer fazer a gente chegar ao ponto alto da lubrificação.

Fico tranquila em saber que algumas vão concordar com a minha opinião, mesmo tendo a certeza de que vão ler a sequência do primeiro livro, já que isso é uma trilogia. Não se intimidem: eu também vou ler “Cinquenta tons mais escuros” para descobrir até quando Anastasia vai ficar com nhenhenhém, e espero que “Cinquenta tons de liberdade” tenha um final digno das mulheres que sabem o que querem e não têm medo de serem felizes entre quatro paredes. Porque já passamos da época em que éramos obrigadas a ficarmos submissas aos quereres masculinos, não é mesmo?

Por fim, afirmo que espero ansiosamente pela autora que vai se libertar dos preconceitos ainda existentes e vai nos brindar com um livro que mostra a heroína conquistando homens a torto e a direito, dormindo com cada um deles e deixando-os embasbacados com seus dotes sexuais. Simplesmente porque essas coisas acontecem... O imaginário popular pode até aceitar o contrário, mas há mulheres que moram sozinhas, convidam quem quiser para compartilhar o cobertor, trocam de parceiro simplesmente porque gostam de sexo e têm o poder de enlouquecer um homem na cama sim. Até Ana, a romântica, confessa que transar pode ser muito melhor do que “fazer amor”. Alguém discordaria?

Clique aqui e acesse o blog do Sexônico para ler mais sobre as opiniões de Mariana Blac a respeito do livro Cinquenta tons de cinza.